As dúvidas concretas de quem tem uma loja a funcionar e pondera mudar de
plataforma. Respostas diretas — sem promessas de percentagens e sem
prometer o que não se controla.
Quanto custa migrar uma loja para Shopify em Portugal?
Depende do catálogo, das integrações e do que tem de ser recuperado da
plataforma antiga. O que não varia é o método: o escopo e o preço são
fechados antes de começar, num valor único e não a horas. Se o pedido não
couber num escopo fechado, faz-se primeiro um diagnóstico pago — nunca um
projeto aberto que cresce pelo caminho.
Quanto tempo demora uma migração para Shopify?
Duas a três semanas para uma migração completa de uma loja de PME, contando
do arranque à passagem a live. O prazo é acordado no início junto com o
escopo. Catálogos muito grandes ou integrações fora do comum alargam o
prazo, e isso é dito antes de assinar, não a meio.
Perco o meu posicionamento no Google se mudar de plataforma?
Não, se a migração for feita com o mapa de redireccionamentos. Cada URL
antigo passa a apontar para o novo com um redireccionamento permanente
(301), a estrutura de categorias é preservada e os dados estruturados são
reconstruídos na loja nova. A perda de tráfego acontece quando se muda de
plataforma sem esse trabalho — é evitável, não é inevitável.
Consigo levar os meus clientes e o histórico de encomendas?
Sim, no que a exportação da plataforma atual permitir e em conformidade com
o RGPD. Clientes, encomendas e produtos migram. O que normalmente não
migra são palavras-passe — por segurança, são sempre repostas pelo próprio
cliente na primeira compra na loja nova.
A Shopify funciona com MB WAY e Multibanco?
Sim, através de um fornecedor de pagamentos português — easypay, ifthenpay
ou equivalente. Não vem de origem na Shopify: é uma ligação que se
configura durante a migração, com a conta que a empresa já tenha ou uma
nova. Referências Multibanco e MB WAY passam a aparecer no checkout como
qualquer outro método.
E a faturação certificada portuguesa?
A Shopify não emite faturas certificadas pela AT. A abordagem correta é
manter o software de faturação certificado que a empresa já usa — Moloni,
InvoiceXpress, Vendus ou outro — e ligá-lo à loja, para que cada encomenda
gere o documento automaticamente sem reintrodução manual. É uma ligação,
não uma substituição do que já está legal.
Fico preso à Shopify depois de migrar?
Não. Os produtos, clientes e encomendas são exportáveis a qualquer momento
e o tema é código que fica com a empresa. A equipa recebe formação para
gerir a loja sozinha. O objetivo do trabalho é autonomia, não uma
dependência que obriga a manter um contrato.
Trabalham com empresas que ainda não vendem online?
Sim, e nem sempre a resposta certa é uma loja. Quando a dor mais aguda é o
trabalho manual — encomendas por email, faturação reintroduzida à mão,
stock desalinhado — começa-se por um diagnóstico de operação: um dia a
mapear o processo, com saída num relatório das automações que valem a pena
pelas horas que devolvem à equipa.